<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8518871707288268354</id><updated>2012-02-16T00:53:12.787-08:00</updated><title type='text'>José Amaro Dionísio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://averno29.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8518871707288268354/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://averno29.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Amaro Dionisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15829694051327108482</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8518871707288268354.post-7167165687797816792</id><published>2008-10-18T13:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-18T13:28:24.627-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Serial Killer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela tinha razão, não existe nada para proteger. Disse-o numa frase curta e profissional, e ele sentiu-se ridículo. Quisera introduzir nessa hipnose um pouco de mistério, pôs-se a falar em atmosferas dashiellianas, virá a escrever fspstueiesa quando deveria simplesmente ter perguntado: faria sentido para si termos um encontro inexistente e sem agenda? Visto da janela o nevoeiro curva as árvores, uma criança desenha no passeio a sua ilha, imperceptível na coalha o focinho de um cão. Há instantes assim: o que resta de céu e terra deixa escapar um pouco de luz e a gente semicerra os olhos e a bruma levanta um ecrã gigante. O vinho atravessa então o copo e desfaz a distância, baralho de sombras com a memória escondida em parte incerta da última carta. Mas as coisas realmente importantes não têm nome, inventam o seu vocabulário. Nascem dentro de nós e morrem connosco. Absolvidos na noite cada qual cai então por si e sempre só. Ele próprio teve um nome, mas perdeu-o. É verdade que estava lá, no declínio da perda, havia contudo demasiado brilho à sua volta e só se lembra de ter ficado cego com a ponta do cigarro. Depois veio a rua e veio vazia. Disseram-lhe anos mais tarde que esse tinha sido um instante muito próximo da sua morte, mas isso só lhe disseram porque nessa altura perder a face já não tinha importância para eles. Desde então começou a procurar a blasfémia nos espelhos, e livre o vidro vinha partir-se-lhe nas veias da mão. Hoje só poderá pronunciar um nome que se devore a si mesmo, um nome inexistente, sem rasto, um nome que teça um encontro ele próprio inexistente, feito de nada. Foi isso que pensou quando escreveu fspstueiesa, refugiou-se em boicotes, partes gagas, claro que um encontro desses além de inexistente só poderia ter lugar num não lugar, este quarto surdo aos pés da China, um dia zombie, a igreja de lama, o bar entre pálpebras caído, sentado ao centro, e ela respondeu-lhe, e respondeu bem, deixa-te de códigos secretos não há aqui nada para proteger. Ele devaneia e não pára, pede depois uma vez mais o chão à terra, fodeste-me com a brutalidade dum cavalo a fugir da sua sombra, dirá ela de manhã, um som de voz muito lento, os olhos no rio das Pérolas, e ele sente a elegia da escuridão sem endereço, esse canto onde se pode começar a matar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nada Serve&lt;/em&gt; (Averno 023)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8518871707288268354-7167165687797816792?l=averno29.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://averno29.blogspot.com/feeds/7167165687797816792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8518871707288268354&amp;postID=7167165687797816792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8518871707288268354/posts/default/7167165687797816792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8518871707288268354/posts/default/7167165687797816792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://averno29.blogspot.com/2008/10/serial-killer-ela-tinha-razo-no-existe.html' title=''/><author><name>José Amaro Dionisio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15829694051327108482</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
